Fundada na UNIGRAN a Sociedade Brasileira para Estudos sobre Atenção Farmacêutica.

Mesa de debates com representantes do setor farmacêutico encerrou Simpósio organizado por alunos de Farmácia, sobre seus papéis na profissão.
Professores e acadêmicos da UNIGRAN lançaram as bases, na segunda-feira (13), da “Sociedade Brasileira para Estudos sobre Atenção Farmacêutica”, que visa a consolidar no país uma prática farmacêutica adotada com sucesso em países como os Estados Unidos, Espanha e Chile. O conceito de atenção farmacêutica resgata o papel dos farmacêuticos como consultores e orientadores do paciente no uso dos remédios prescritos pelo médico, com o objetivo de prevenir, identificar e resolver possíveis problemas relacionados ao uso de medicamentos. Na verdade, a atenção farmacêutica é uma idéia bem ampla – que requer ainda pesquisas, estudos, atualização profissional e intercâmbio – e tem como fundamento reduzir os prejuízos causados à saúde pública e às pessoas pela massificação da venda de medicamentos. Para o Conselho Federal de Farmácia, a atenção farmacêutica, além de melDATA_HORAr a adesão do paciente aos tratamentos médicos, “desafoga a assistência médica e barateia os custos dos sistemas público e privado de saúde com medicamentos”. Segundo o presidente da entidade ligado ao ID_CURSO de Farmácia da UNIGRAN, o professor Claudemyr Soares, a Sociedade Brasileira para Estudos sobre Atenção Farmacêutica vai se relacionar com núcleos de universidades e instituições que se orientam por esse conceito, para manter os profissionais de Farmácia atualizados com os conhecimentos mais relevantes da área. “Hoje existem núcleos regionalizados de atenção farmacêutica, tanto em nível nacional como internacional, e o nosso objetivo é manter intercâmbios com eles, promover congressos, ID_CURSOs e simpósios”, disse o professor. A diretora da Faculdade de Saúde da UNIGRAN e coordenadora do ID_CURSO de Farmácia, professora Adriana Mestriner, explicou que a atenção farmacêutica é tratada no ID_CURSO da Instituição durante toda a vida acadêmica do estudante. “Um dos papéis do farmacêutico é propiciar orientação ao paciente sobre a medicação que ele faz uso”, reforça a professora. Ela citou que essa é uma das atribuições profissionais normatizadas do farmacêutico. Simpósio de Atenção Farmacêutica Com formação voltada para a humanização do atendimento ao cliente, a primeira turma de Farmácia da UNIGRAN, através de Diretório Acadêmico de Farmácia e em parceria com a Coordenação da Clínica-Escola de Farmácia da UNIGRAN, promoveu o “I Simpósio de Atenção Farmacêutica de Dourados”. Nos dois dias que antecederam o feriado de 15 de Novembro, professores da UNIGRAN e convidados debateram seis temas relacionados à atenção farmacêutica e ao quadro atual do comércio de medicamentos no Estado. O evento foi encerrado com a mesa-redonda “O papel do farmacêutico nas farmácias e os problemas atuais, na cidade de Dourados”. Dentre os problemas, como a confusão de funções entre “ser vendedor balconista e responsável técnico”, algumas vezes acumuladas por pressão do empregador, o mais evidente é a falta de farmacêuticos graduados em vários estabelecimentos farmacêuticos. As legislações vigentes determinam que as farmácias e drogarias devem manter pelo menos um farmacêutico no estabelecimento, nos horários de funcionamento. Entretanto, muitos não seguem as determinações. Um dos convidados para o debate, o presidente do Sindicato de Proprietários de Farmácias (Sinprofar), Sebastiã Paulino Borges, defendeu os proprietários e disse que eles estão se adequando às leis. “A gente está trabalhando e eles (associados) estão aceitando, em parte, a lei. O problema é financeiro, mas boa parte já está aceitando, sim”, disse. Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS), Antonio José Pagiano Neto, as mudanças que estão ocorrendo em Dourados, no sentido de fazer valer as leis no âmbito do comércio de medicamentos, significam melhorias para a população e são reflexos da formação dos acadêmicos da UNIGRAN. “É um orgulho para a cidade ter um grupo de jovens que, daqui a pouco serão profissionais, mas antes disso já estão discutindo melhorias para a profissão. É um grupo que sempre fomentando debates sobre as melhores maneiras de atender à população. Com relação às leis, o que precisamos mesmo é de seriedade dos gestores em fazer cumprir as leis, não porque a gente está pedindo, mas são direitos do cidadão”, disse Antonio Paniago. Além do presidente do CRF-MS e do Sinprofar, participaram da mesa-redonda como debatedores os farmacêuticos Débora Líbia Corrêa Scarabelli, representante da Secretaria Municipal de Saúde, Adam Macedo Adami, representante da Vigilância Sanitária Estadual, Racib Panage Harb, fiscal do CRF-MS e representante da Associação dos Farmacêuticos de Dourados, Wagner Minatelli, representante Sindicato dos Farmacêuticos de Mato Grosso do Sul, e professor André Muller, coordenador da Farmácia-Escola da UNIGRAN. (AV – JRA)

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