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27/09/2013 - 21:02
Professora da UNIGRAN faz pesquisa com população que teve tuberculose em Dourados
Pesquisa em Dourados

De janeiro de 2002 a dezembro de 2008 a média anual de notificação de tuberculose na população indígena da cidade de Dourados foi de 260 por 100.000 habitantes, sendo que na população não indígena foi de 25 por 100.000 habitantes, segundo dados publicados em pesquisa realizada no município. Com o objetivo de estimar a prevalência de disfunção pulmonar associada à tuberculose na cidade, a professora de Fisioterapia da UNIGRAN, Simone de Sousa Elias Nihues, está desenvolvendo um estudo de mestrado, orientado pelo Dr. Júlio Croda, infectologista, com a população que teve a doença. 

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a tuberculose (TB) um estado de emergência no mundo, na qual ainda é a maior causa de morte por doença infecciosa em adultos. Estima-se que dois bilhões de pessoas estão infectadas pelo Mycobacterium tuberculosis, a bactéria da doença, sendo que destes, oito milhões desenvolverão a doença e dois milhões morrerão a cada ano”, revela a professora.

Segundo Simone, as pessoas que sobrevivem a tuberculose ficam com alterações pulmonares que podem ser permanentes, aumentando o risco de sequelas e mortalidade. “A presença de sequelas pulmonares, consequentes a esta doença, pode ser um fator relacionado de invalidez permanente por conta de insuficiência respiratória secundária às lesões pulmonares”, alerta a mestranda em Ciências da Saúde.

Mesmo que tratados corretamente, a professora afirma que “10% dos pacientes com TB apresentam alterações da função pulmonar, o que está correlacionado às lesões que levam a redução da capacidade pulmonar total, alterando a funcionalidade do pulmão”.

A disfunção pulmonar pode ser avaliada através da espirometria, exame que permite o diagnóstico e a quantificação de alterações pulmonares. “Esse exame é simples e não causa desconforto algum ao individuo que está realizando”, assegura Simone.

Este é um estudo inédito, por pesquisar a população indígena. “Com essa pesquisa, propomos a realização de espirometria em pacientes pós tuberculose, a fim de se estimar a prevalência de possíveis disfunções pulmonares, estabelecendo comparatividade entre as duas populações – indígenas e não indígenas – na cidade de Dourados”, ressalta a pesquisadora.

O exame é gratuito e os interessados podem entrar em contato com a Clínica de Fisioterapia da UNIGRAN e agendar seu horário através do telefone 3411-4163. [SG]

Claudio Neto 27/09/2013 - 21:23

Excelente iniciativa. Parabéns pelo projeto.

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