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20/07/2002 - 13:40
ARTIGO: "Aumente sua flexibilidade à mudança".
WAGNER SIQUEIRA* A prontidão da organização para lidar com o processo de mudança depende da sua liderança. O líder deve se certificar de que os projetos e atividades sob sua responsabilidade se realizam sem drenar os reID_CURSOs posteriormente necessários à organização para implementar a transição da situação vigente para o novo tempo. A liderança precisa ser flexível, resiliente, capaz de adaptar-se rápida e permanentemente, com serenidade, à turbulência das crises. Cada pessoa possui o seu próprio ritmo de adaptação ao novo. A velocidade de adaptação é o ritmo com que cada um consegue enxergar além do nevoeiro da crise e identificar as oportunidades decorrentes da nova realidade. Pessoas dinâmicas operam a uma alta velocidade de adaptação à mudança. Convivem com a ambigüidade e a incerteza sem perda do equilíbrio emocional e intelectual, e sem somatizar seqüelas à sua saúde física e psicológica. Em verdade, até aprendem a derivar satisfação de participar de um mundo em constante transformação. Incorporam ao seu cotidiano, mentes e corações, a impermanência e o transitório da vida. E se tiverem que retroceder após algum insucesso, de volta à situação anterior, fazem-no serenamente como parte do processo natural de oscilação da dinâmica das organizações e da sociedade. Situações inesperadas oferecem simultaneamente riscos e oportunidades. Focalize as oportunidades mais do que a solução dos velhos problemas. O futuro das organizações está na exploração adequada das oportunidades. A focalização na solução dos problemas exaure os reID_CURSOs da organização na busca pela recuperação do tempo perdido, fazendo-a voltar-se para um passado em que as oportunidades se foram, restando apenas o legado dos problemas deixados pelo processo de mudança. Mantenha a confiança na sua capacidade de obter resultados positivos, mesmo quando envolto no turbilhão da crise. Não perca a serenidade – a principal dimensão do comportamento do executivo dinâmico. Se fracassar, faça como o poeta popular: "levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima". Aprenda com a derrota e o insucesso. Retempere a vontade, proceda à crítica do que aconteceu e firme novos propósitos. Vá em frente. Experiência não é o que nos acontece, mas o que fazemos com o que nos acontece. A experiência é sempre um repositório inavaliável de aprendizagens, se dela soubermos extrair ensinamentos a partir da análise, da crítica, da avaliação, da generalização e da aplicação da experiência aprendida à situações futuras. Não se lamente: "por que isto tinha que acontecer logo comigo?". Mas, admita e assuma: "se acontece com os outros, por que não também comigo?". A adversidade também faz parte da vida. Adotar uma atitude negativa ou de desalento diante da crise inibe a capacidade do líder de tomar decisões e de implementar alternativas de ação. Desgasta as suas energias pessoais e de toda a equipe com preocupações paralisantes vazias de resultados. Reflita sobre a experiência vivida. Aprenda com ela. Compartilhe as aprendizagens com os demais membros da equipe. Discuta estratégias e alternativas para aplicá-las à situações semelhantes no futuro. Busque o consenso para a experiência vivenciada, explorando o maior número de percepções existentes na equipe. Tente identificar entre as diferentes opiniões o ponto de convergência ou, pelo menos, o mínimo denominador comum com o qual todos concordam, capaz de integrar e de orientar a equipe na realização de seus propósitos. As rupturas na moral e coesão da equipe, nas suas práticas e precedentes, nas normas e procedimentos confundem as pessoas e as desviam dos objetivos. O líder será capaz de tomar decisões mais eficazes se desenvolver um profundo sentimento compartilhado em equipe de busca obsessiva de realização das prioridades e de preservação da inteireza e da integridade dos valores fundamentais da cultura do trabalho conjunto e solidário. Evite a confusão e a anomia geradas pelas rupturas, clarificando valores e redefinindo prioridades. Não se afaste do propósito comum, mesmo que tenha que trilhar perID_CURSOs não desejados anteriormente. Ao se deparar com obstáculos, trate de os superar pela construção do consenso de soluções alternativas. Não se sinta compelido a tomar decisões de bate-pronto. A reflexão é o prelúdio da ação. Mantenha a serenidade para desfrutar do conforto de diferentes opções de solução para a crise antes de se atirar a quaisquer uma delas. Tolerância a ambigüidade, abertura à criatividade e à inovação, capacidade de adaptação rápida e permanente à mudança são posturas que muito contribuem para desenvolver individual e coletivamente a flexibilidade, o foco no que é essencial e não apenas no que é importante, a percepção das oportunidades, a aprendizagem a partir da experiência, a atitude positiva diante da vida, a aceitação das diferenças, a legitimação da tomada de decisão por consenso, a preservação dos valores e a manutenção do propósito comum original. É quase lugar comum o conceito de administrar como obter resultados através de pessoas. Não há organização sem pessoas, pessoas se relacionando com outras pessoas para a consecução de objetivos. As pessoas são uma das características universais das organizações. Fazem parte da sua natureza. Os maus líderes não compreendem esta peculiaridade. Comportam-se como os médicos medievais: pretendem tirar as pessoas das organizações no pressuposto de acabar com os problemas, otimizar lucros e resultados, melDATA_HORAr a produtividade, etc. Utilizam-se dos desvios do downsizing, da terceirização, da reengenharia e da qualidade total, do enxugamento dos quadros, da redução dos níveis organizacionais e da demissão incentivada como os médicos da idade média – ou seriam curandeiros? – praticavam a sangria para curar seus pacientes. Não há organização sem pessoas, assim como não há vida humana sem sangue. Matavam os seus pacientes por falta do fluxo da vida, assim como os maus líderes liquidam o capital humano das organizações, diferencial competitivo na sociedade do conhecimento. Se assim é, e assim será, estrategicamente decisivo à vida das organizações é a capacidade da liderança de extrair a contribuição e a participação de seus colaboradores, agregando em equipe a sinergia de suas habilidades, conhecimentos, valores e talentos à realização do propósito comum. Construir um clima de trabalho em equipe e inter-equipes, que assegure o envolvimento e o comprometimento, a abertura e a franqueza, a troca autêntica e genuína do feedback espontâneo e não censurado, o livre fluxo de informações, a superação das barreiras e dos preconceitos. A organização e a disciplina do trabalho em equipe são também dimensões fundamentais do comportamento individual, grupal, intergrupal e organizacional que conduzem à obtenção ótima e excelente do desempenho das pessoas trabalhando em conjunto de forma solidária. *Wagner Siqueira é presidente licenciado do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro e Membro do Conselho Estadual de Educação. Fonte: “Jornal Carreira & Sucesso” (www.catho.com.br)
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