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06/06/2006 - 15:18
Conselheiros do COMAI discutem projetos indígenas em reunião na UNIGRAN.
O Conselho Municipal para Assuntos Indígenas (COMAI) realizou, na sexta-feira, reunião ordinária no anfiteatro da UNIGRAN para discutir o andamento de projetos e atividades que estão sendo desenvolvidas na comunidade indígena de Dourados. O COMAI é composto por 21 membros e tem como presidenta a índia terena Teodora de Souza. Entre os dez não-índios que integram o Conselho, o pró-reitor administrativo Rubens Di Dio, e a pró-reitora de Ensino e Extensão, Terezinha Bazé de Lima, são membros efetivos. “A reunião aqui na Instituição é de suma importância para nós, porque o Conselho tem assento em outras instituições com trabalho na área indígena. E, também, para mostrar a nossa casa como o nosso trabalho é feito”, disse a professora. Ela se refere aos projetos desenvolvidos pela UNIGRAN em parceria com a OSCIP “Amigo do Índio”, junto às comunidades guarani, kaiowá e terena. São dezenas de ações orientadas pela responsabilidade social que são elaboradas juntamente com as lideranças indígenas e que são levadas a efeito com o auxílio de diversos parceiros e patrocinadores. Para citar algumas, estão em andamento os projetos de extensão Horta Comunitária e de Alfabetização de Jovens e Adultos, a Oficina de Fantoches, aulas de informática e de reforço escolar, bem como apoio psicopedagógico a crianças índias do ensino fundamental. A lista de atividades inclui o ensino de artes manuais e projetos de recreação, esporte e lazer, todos com a participação de acadêmicos indígenas. No caso das pesquisas e observações científicas feitas junto às populações de cada localidade, é condição que elas retornem às comunidades indígenas conhecimentos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida nas Aldeias. “A iniciativa da UNIGRAN é interessante, por que antes não era feito esse ID_TIPO de trabalho com os acadêmicos indígenas”, falou Teodora de Souza, que é pedagoga formada na UFMS. As entidades e instituições convidadas tiveram a oportunidade de mostrar os trabalhos que desenvolvem nas comunidades. A diretora administrativa da organização da sociedade civil de interesse público “Amigo do Índio”, Lílian Brandão, fez a apresentação dos projetos, ressaltando que as prioridades são sempre definidas a partir de necessidades apontadas pelas próprias comunidades. A coordenadora da Funced (Fundação de Cultura e Esportes de Dourados), Lelian Paschoalick, falou do trabalho desenvolvido na Casa do Artesão para a manutenção da cultura tradicional indígena. “É uma questão de reforço da identidade, o artesanato, assim como toda a cultura indígena em geral, ela reforça a identidade”, comentou. Também participaram da reunião, representantes da Funai (Fundação do Índio), Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. O conselheiro Anastácio Peralta, da etnia guarani-kaiowá defende que todos os projetos realizados na Reserva Indígena devem ser integrados. “Eu acredito que os projetos têm que se aprofundar mais e não podem ser só da Prefeitura, nem da UNIGRAN ou de outras entidades, precisam ser do índio – do guarani, do kaiowá ou do terena”, afirma. (DM-JRA)
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