Portal do Aluno
Notícias
10/05/2006 - 17:07
UNIGRAN entrega novo núcleo de extensão à comunidade indígena no segundo semestre.
A UNIGRAN já iniciou a construção da Casa de Cultura da Aldeia Bororó. A obra prevista desde 1997, no macroprojeto da UNIGRAN de ações inclusivas das comunidades indígenas de Dourados, é patrocinada pelo Ministério da Cultura, dentro do Programa “Cultura Viva”, e deve ficar pronta em agosto. A Casa de Cultura será um ponto de apoio ao desenvolvimento de novos processos sociais e culturais das populações guarani e kaiowa do município, como propõe o projeto Cultura Viva. A proposta é idêntica à do Núcleo de Atividades Múltiplas da UNIGRAN (NAM), que foi construído com reID_CURSOs próprios da Instituição, na Aldeia Jaguapiru, em 2001. Os êxitos sociais que estão sendo alcançados com os projetos realizados nesse Núcleo justificam o apoio ministerial ao núcleo de extensão da Aldeia Bororó, que vai se chamar Casa de Cultura Ñanderetã. A parceira direta da UNIGRAN nas atividades de extensão junto à comunidade indígena é a organização “Amigo do Índio”, que faz a mediação de parcerias com outras organizações, empresas e pessoas voluntárias. Os projetos promovem a educação nos níveis escolar – de crianças e de jovens e adultos – e profissional, com ID_CURSOs de informática e de trabalhos manuais, por exemplo, e cultural, na conservação de tradições e costumes. Atividades de recreativas e de lazer preenchem o tempo ocioso da juventude com prática esportiva. Além disso, cada ID_CURSO da Instituição contribui com ações específicas, como em assistência jurídica e nos atendimentos psicológicos e fisioterápicos, entre os vários projetos de extensão conduzidos pela UNIGRAN. Segundo a presidente da “Amigo do Índio”, a arquiteta e professora Ana Cristina Yamashita, a Casa de Cultura da Aldeia Bororó terá estrutura similar à do NAM da Aldeia Jaguapiru – com equipamentos de produção de multimistura alimentar, para combate à desnutrição, salas de informática, Casa de Mães e espaço para o artesanato e outras manifestações culturais da comunidade. Os projetos serão desenvolvidos de maneira a que os próprios acadêmicos indígenas da UNIGRAN passem a dirigi-los. “A nossa proposta é de, cada vez mais, estarmos absorvendo as pessoas da comunidade. Na Jaguapiru, nós já começamos esse processo e há vários indígenas trabalhando”, disse Ana Cristina. Diferentemente da forma circular do NAM da Aldeia Jaguapiru, a Casa de Cultura terá o formato de um “U”, respeitando-se a estética arquitetônica dos guarani e kaiowá. A estrutura utilizada nesta obra de 640 metros quadrados é pré-fabricada, para se ganhar tempo na construção. Conforme explicou a arquiteta Lílian Brandão, diretora administrativa da AmI, essas escolhas são da própria comunidade, que preferiu também a alvenaria de tijolos aparentes. O cuidado em consultar a comunidade reflete o respeito ao modo de vida dos cerca de seis mil índios que vivem na Aldeia Bororó, uma das populações mais desassistidas do Brasil. “A gente só transformou uma idéia que já existia, dentro da própria comunidade. A nossa função foi quase interpretar a realidade; isso faz parte do trabalho do arquiteto e urbanista”, explicou a arquiteta, ressaltando a função social do projeto. (MA-DM-JRA)
» Acompanhe
UNIGRAN - Centro Universitário da Grande Dourados
Todos os Direitos Reservados. Rua Balbina de Matos, 2121 - Jd. Universitário
CEP 79.824-900 - Dourados/MS - Fone: (67) 3411-4141 / Fax: (67) 3411-4167