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12/12/2005 - 17:21
NAM encerra atividades do ano com festa e novas parcerias são esperadas para 2006.
Acompanhando as férias acadêmicas, os núcleos de extensão da UNIGRAN na Reserva Indígena de Dourados voltarão a funcionar no início de fevereiro. Sábado passado, os monitores e coordenadores do Núcleo de Atividades Múltiplas (NAM) da Aldeia Jaguapiru fizeram uma grande festa de encerramento dos projetos deste ano, servindo cachorros-quentes, refrigerantes e dois bolos de cerca de 50 quilos cada um. Como os projetos conduzidos pela UNIGRAN e pela OSCIP “Amigo do Índio” (AmI) junto à comunidade indígena – em parceria com profissionais, professores e estudantes voluntários, empresas, clubes de serviço e outras organizações sociais do Estado e do país – os ingredientes dos bolos foram recebidos em doação. A festa foi em comemoração aos resultados das atividades até aqui desenvolvidas e às perspectivas da chegada de outros fortes parceiros em 2006. Atendendo a quase mil pessoas por mês, nos Núcleos das Aldeias Jaguapiru e Bororó, esse programa que combina extensão acadêmica e ações afirmativas foi recomendando pelo Ministério da Cultura ao Projeto Criança Esperança. Para a presidente da AmI, professora e arquiteta Ana Cristina Yamashita, indicações como essa significam o reconhecimento ao trabalho da OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público) no resgate da dignidade do índio de Dourados. “Cada vez mais, estamos conseguindo uma equipe maior e, assim, mais pessoas vão entendendo e respeitando o indígena na sociedade; essa é uma das propostas da AmI”, disse a empreendedora de ações sociais. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), esse empreendedorismo poderá resultar no direcionamento de investimentos feitos por empresas privadas no setor social para projetos de Dourados, beneficiando as populações guarani, kaiowá e terena do município, a partir de 2006. Isso ainda é uma possibilidade. Mas a professora Ana Cristina tem como certa a ampliação dos projetos, especialmente, na Aldeia Bororó, a mais carente, cuja comunidade ganhará mais espaços para desenvolver sua cultura e adquirir formações que ajudam na interação com a população não-indígena. Idealizado e concebido como projeto em 1997 – para atuação não só dos universitários da UNIGRAN, em ações humanitárias e em atividades de extensão acadêmica na área indígena, mas contando também com o sentido de compromisso social de pessoas e empresas de toda a comunidade douradense – o NAM da Aldeia Jaguapiru foi inaugurado em junho de 2001. E em 2005, também a Aldeia Bororó ganhou um núcleo avançado da Instituição. Nesses locais, são desenvolvidos projetos de esporte e lazer, atividades culturais e educacionais, como a Educação de Jovens e Adultos Indígenas, ID_CURSOs de artesanato indígena e artes manuais, como tricô e crochê, aulas de informática e, até mesmo, ginástica para senDATA_HORAs, entre outros, como a brinquedoteca, o reforço escolar e o atendimento psicopedagógico a crianças índias e a horta de ervas medicinais. Hoje, a maior parte dos monitores encarregados das atividades ou é de acadêmicos ou é de profissionais indígenas que se formaram na UNIGRAN, por meio de um projeto paralelo de inserção do índio no Ensino Superior, o Programa de Apoio do Estudante Indígena (PAEI), criado em parceria com a Funai em 1999. Além dos projetos de extensão, o NAM da Aldeia Jaguapiru, por exemplo, tem servido também de base para a atuação de equipes de saúde na Reserva e para reuniões importantes na comunidade. Dessa forma, em quatro anos e meio de funcionamento, a comunidade indígena já tem o NAM um espaço seu. Apesar de haver muito ainda o que se fazer para dar melhor qualidade de vida aos povos indígenas de Dourados, a coordenadora das atividades na Aldeia Jaguapiru, a acadêmica de Psicologia Jucerlene Teixeira de Oliveira, entende que sem esses núcleos de extensão restaria “uma lacuna muito grande” na Reserva Indígena. Como argumento, ela contou que as crianças índias não queriam as férias que estão iniciando. “Em matéria de lazer e de atendimento a essas crianças, a Reserva Indígena é muito carente, e enquanto na cidade as crianças querem sair de férias, porque vão viajar, vão passear, na aldeia elas não querem, porque essas que oferecemos são as únicas atividades que elas têm”, falou Jucerlene.
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