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20/04/2005 - 14:52
Comunidade acadêmica da UNIGRAN prestigia comemorações do Dia do Índio.
Um exemplo de integração e respeito interculturais. Cerca de três mil acadêmicos da Instituição assistiram e vibraram com as apresentações de danças terena e guarani, na parte festiva da conferência “UNIGRAN: Compromisso com a Identidade Cultural Indígena”, realizada nesta terça-feira, em comemoração ao Dia do Índio, no Ginásio de Esportes da Instituição. Na vez dos acadêmicos indígenas da UNIGRAN, toda a platéia marcou o ritmo da dança com palmas, numa demonstração de valorização da cultura nativa. “A universidade – de universalidade – deve ser esse espaço de respeito, ética e de boa convivência entre as diversas raças e etnias. O Seminário é apenas a abertura de uma grande bandeira que levantamos a favor da dignidade dos povos indígenas e gostaríamos de destacar que continuaremos firmes no combate à discriminação com relação aos índios”, disse em seu pronunciamento a professora Terezinha Bazé de Lima, pró-reitora de Ensino e Extensão. A reitora Rosa Maria D’Amato De Déa, o pró-reitor administrativo Rubens Di Dio, e as diretoras das Faculdades de Saúde, Adriana Mestriner, de Ciências Exatas, Cynara Bono, e de Direito, Noemi Ferrigolo, também integraram a mesa de honra das solenidades organizadas pelo ID_CURSO de Turismo. A programação da noite teve, ainda, palestras e uma solenidade de entrega dos agasalhos arrecadados durante a campanha promovida na Instituição, na Semana do Índio. Mais que espetáculos, as danças evocaram a história de um povo que é o mais brasileiros de todos. “Os índios são a parte viva da história do Brasil”, definiu o administrador de empresas rurais Fernando de Souza, índio terena escolhido pelos estudantes indígenas para ser o principal palestrante da programação do Dia do Índio. Ele é um dos primeiros índios graduados na UNIGRAN, e tem atuado na defesa dos direitos das comunidades indígenas de Dourados e de Mato Grosso do Sul. Fernando falou sobre cultura e identidade indígenas, destacando a situação peculiar das Aldeias de Dourados, que são muito próximas da cidade, diferentemente dos índios de outras regiões do Estado e do Brasil, que vivem mais afastados dos centros urbanos. “Dourados é um caso específico: a cultura indígena já se misturou com outras, mas ainda resta alguma coisa que a gente está tentando trabalhar, para que as crianças, futuramente, tenham mais embasamento e conhecimentos do que nós temos hoje”, disse o palestrante. Na mesma linha de pensamento, o acadêmico Maximino Rodrigues, índio guarani, explicou que as danças e as tradições folclóricas e religiosas são um meio de educar as crianças na cultura indígena. O líder do Grupo de Tradição Terena, Édio Felipe Valério, acha muito importante para a preparação das gerações futuras a participação do índio na vida universitária, desde que ele reconheça, primeiro, a própria cultura. “O índio da etnia terena tem uma integração muito forte com os não-índios, mas, primeiramente, valorizamos a nossa cultura”, disse. Entre os docentes, o professor de Direito da UNIGRAN Francisco das Chagas Lima Filho também fez um pronunciamento sobre a identidade cultural indígena. Ele que é juiz do Trabalho e um dos idealizadores do programa do Tribunal Regional do Trabalho que realiza sessões de julgamento e conciliação na própria Aldeia, para facilitar o acesso à justiça de trabalhadores índios, pautou a sua fala nos direitos humanos, constitucionais e trabalhistas. Falou, ainda, sobre a responsabilidade social das instituições no regate da cidadania indígena. JORNAL INDÍGENA O coordenador do ID_CURSO de Jornalismo, professor Osni Dias, e a psicóloga e jornalista Ana Maria Melo e Souza, responsáveis pelo Jornal Indígena, comemoraram o aniversário de primeiro ano dessa publicação, completado neste 19 de Abril. O casal destacou a função do Jornal como divulgador de uma imagem positiva dos povos indígenas de Dourados, e a sua importância como veiculo de integração entre as famílias indígenas. O Jornal – que passou a ser um trabalho de extensão dos acadêmicos de Jornalismo - é escrito em português e nas línguas guarani, kaoiwá e terena. “A sociedade discrimina e exclui o índio, mas não sabe quem ele é. Daí a sua importância na divulgação de uma imagem positiva do índio, sem deixar de retratar os problemas das aldeias”, disse a editora Ana Maria. O Jornal Indígena recebe apoio da UNIGRAN, do jornal Diário MS e da OSCIP “Amigo do Índio”.
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