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18/04/2005 - 14:28
UNIGRAN e AmI iniciam comemorações do 19 de Abril com dia de lazer na Reserva Indígena.
A UNIGRAN e a organização social “Amigo do Índio” iniciaram, sábado, as comemorações do Dia do Índio, oferecendo um dia todo de atividades recreativas à população das Aldeias Bororó e Jaguapiru. Pelo menos duzentos alunos e professores dos ID_CURSOs de Turismo, Serviço Social, Matemática, Enfermagem e Educação Física se integraram à comunidade indígena na própria Reserva, segundo as diretrizes de responsabilidade social e de exercício da cidadania que orientam as ações afirmativas da UNIGRAN junto aos índios de Dourados. As atividades foram prestigiadas pelo presidente honorário da UNIGRAN, Murilo Zauith, que é também deputado (PFL/MS) e membro da Comissão de Educação da Câmara Federal. Ele é o principal incentivador dos projetos de extensão desenvolvidos pela Instituição com regularidade nas comunidades indígenas já há quase dez anos. São ações planejadas em conformidade com os desejos das próprias comunidades, dentre os quais se destacam o de formação educacional da juventude e de participação digna dos adultos no mercado de trabalho. “Temos a filosofia de integrar essas crianças, em nosso meio, para que elas tenham a oportunidade de terem uma boa educação e de participarem socialmente, como todas as que moram na cidade”, disse o presidente de honra da Instituição. Murilo Zauith é pioneiro na defesa da reserva de vagas para o índio no Ensino Superior. Hoje, a UNIGRAN possui o maior número de acadêmicos indígenas em seus ID_CURSOs de graduação, tecnológicos e seqüenciais e é de sua autoria, na época em que foi deputado estadual, a lei que define as cotas para índios na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O parlamentar acredita firmemente que a educação pode melDATA_HORAr a vida das comunidades indígenas do Estado. A sua idéia é compartilhada por muitos. O formando em Educação Física César Martizes, de 33 anos, tem acompanhado o trabalho da Instituição na Reserva Indígena e também acredita que é possível mudar uma realidade de decadência social por meio do comprometimento de educadores e políticos. “Dá para mudar a realidade, é só querer e ter força de vontade”, falou. O líder kaiowá Getúlio de Oliveira, muito respeitado em sua comunidade pelo trabalho que desenvolve na valorização da cultura de seu povo, lamenta que fatos negativos ainda afetem a comunidade. Contudo, há dez anos ele ensina a ler e a escrever na língua kaiowá e é otimista ao dizer que, por meio da educação, “as coisas podem se acertar”. “Cada vez acontece uma coisa e é difícil a gente controlar, por isso, esperamos que o estudante se forme e retorne à Aldeia para trabalhar”. Getúlio participou dos eventos na companhia da mulher, Alda, e do sobrinho Carlos, de 10 anos. “Eu quero ser professor”, disse o menino, com um largo sorriso de contentamento. A criançada da Reserva foi a que mais aproveitou o dia, nas brincadeiras e na atenção recebida. “É esse o nosso trabalho, para que as crianças possam ter um sonho de vida, que deve ser proporcionado a todos; então, estamos felizes de estar aqui, com a comunidade integrada a nós e nós a ela”, finalizou Murilo Zauith. A programação do Dia do Índio se completará, na noite desta terça-feira, com apresentações culturais e a conferência “UNIGRAN: Compromisso com a Identidade Cultural Indígena”.
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