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04/11/2004 - 16:59
NAM da Aldeia Bororó começará a funcionar com ID_CURSOs de Educação de Jovens e Adultos.
O Núcleo de Atividades Múltiplas da UNIGRAN na Aldeia Bororó (NAM/Bororó) deverá entrar em funcionamento em duas ou três semanas, atendendo à população adulta e a infantil com ações afirmativas de inclusão social. A exemplo do NAM da Aldeia Jaguapiru, em funcionamento desde 2001, o segundo Núcleo de Extensão da UNIGRAN na Reserva Indígena de Dourados vai oferecer ID_CURSOs e atividades de recreação e esportivas para a comunidade guarani-kaiowá. A credibilidade desses projetos resultou em parcerias com empresas locais, como a Seara Alimentos e a Refrigerantes Tony, e com Ministério da Educação e com a ONG binacional “Brazil Foundation”, através da OSCIP Amigo do Índio (AmI), é a principal parceira da Instituição nas ações implementadas nas duas Aldeias. Conforme solicitação dos próprios moradores da Bororó, os primeiros projetos no novo NAM serão ID_CURSOs bilíngües, relacionados à Educação de Jovens e Adultos (EJA), e à Educação Infantil, para crianças da faixa etária dos 4 aos 6 anos. Ontem, a professora Terezinha Bazé de Lima, pró-reitora de Ensino e Extensão da UNIGRAN, e a presidente da AmI, Ana Cristina Yamashita, se reuniram com estudantes indígenas que participarão do ID_CURSO de formação de monitores, a partir desta sexta-feira (5). Os selecionados irão auxiliar os professores com seus conhecimentos culturais e dos dialetos falados pela população da Aldeia Bororó. “Aqui ainda se falam muito as línguas guarani e kaiowá”, disse Ana Cristina, explicando que as atividades na NAM-Bororó serão diferenciadas, como também são os traços culturais da população da região oeste da Reserva Indígena de Dourados. REALIZAÇÃO Para professora e arquiteta Ana Cristina, o início de funcionamento do NAM, na área mais carente da Reserva Indígena, é um ideal que começa a se materializar em ações. “A comunidade estava sempre nos pedindo (cobrando): porque as coisas não acontecem aqui?”, comentou a professora, referindo-se à centralização das atividades de extensão no NAM-Jaguapiru, “mas esse Núcleo estava no projeto inicial, de oito anos atrás, e agora está começando a se concretizar”, disse a presidente da AmI. Ela participa da elaboração do “Projeto NAM” desde a sua gênese, um estudo da arquitetura indígena, feito em 1996. Nos anos seguintes, além das linhas arquitetônicas indígenas, os estudantes conheceram comunidades precariamente assistidas por serviços sociais, como a assistência à saúde e a educação, apesar da proximidade com uma das cidades com o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH), do país, e viram a gravidade da desesperança, que provoca problemas o alcoolismo e o suicídio, duas marcas que tornaram a Reserva de Dourados negativamente famosas. Nessa comunidade, composta por grupos culturais bastante distintos um do outro – os guarani-kaiowá, da Aldeia Bororó, e os índios terena, da Aldeia Jaguapiru – descobriu-se que o sonho dos pais de família era ver seus filhos no mercado de trabalho. Exatamente, o mesmo dos não-índios. Portanto, de alguma forma, a comunidade acadêmica poderia contribuir na restauração da esperança na Reserva Indígena de Dourados. E é isso que se observa hoje. Com apoio da Mantenedora da UNIGRAN, o estudo originado no ID_CURSO de Arquitetura e Urbanismo passou a envolver todos os ID_CURSOs da Instituição. Eles se incumbiram de desenvolver projetos de melhoria da qualidade de vida nessas comunidades – promovendo a cultura índia, de raiz, e a sua interação com a cultura dos “brancos”, a educação, o lazer e o bem-estar social, e a capacitação profissional, em atividades artesanais e em ID_CURSOs de Informática, como, por exemplo, vem sendo feito no NAM-Jaguapiru. “É um trabalho maravilhoso porque eles sempre nos acolhem bem; então, toda vez que nós temos contato com o pessoal da Reserva Indígena é sempre muito prazeroso pela integração, que eu acho muito importante”, definiu a professora de Educação Física Zélia Milani Parizzoto, sábado passado, durante a primeira “manhã de lazer” realizada no NAM-Bororó.
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