Portal do Aluno
Notícias
05/12/2003 - 15:23
Artigo: Os construtores do novo mundo.
CLÓVIS DE OLIVEIRA* Diz-se dos jornalistas, e da Imprensa, por conseqüência, que se trata de um grupo constituído de iluminados, poderosos, detentores da força da caneta, aqueles com quem sempre é bom estar de bem, evitar atritos gratuitos; uma vez que, mesmo quando equivocado, estaria ainda assim com a razão. O que poucos questionam, até hoje, é de onde provém, afinal, tanta força. Seriam dos manuais da “Folha” ou do “Estadão”, algumas das referências básicas adotadas como ensinamento quase bíblico por considerável parcela dessa categoria? Como explicar, então, a origem dos primeiros jornais, forjados no hábito de uns poucos em escrever, comentar, ou mesmo bajular aos ocupantes do poder, o que por si só fez surgir o famoso “outro lado”, já que, enquanto uns adulam, é preciso que existam os que acossam? Jornalista, ou repórter, ramificação da profissão que se apresenta como de maior status, porque, se subentende, seja atribuída ao trabalhador que chegou primeiro, que descobriu, farejou, detectou e levantou todas as informações de um fato, costuma ser tratado de forma diferenciada, numa espécie de respeito misturada com temor, porque da sua pesada verve podem originar expressões capazes de influir decisivamente para o sucesso ou a derrocada fatal de outrem. Às fontes de informação mais bem preparadas, o jornalista acaba sendo um instrumento de razoável serventia para a transmissão de algo que possa trazer-lhes (à fonte) os objetivos esperados. Da mesma forma que jornalistas mais ardilosos, e eles existem sim - por que não? -, acabam por construir fontes imaginárias que são capazes de levá-los a atingir objetivos tais que, à razão do escrúpulo e da ética, seriam improváveis. Assim, é gratificante constatar que parcela expressiva desses que hoje ocupam as funções de jornalista, provisionados, precários, desobedientes, servis, bem ou mal intencionados, estejam agora decididos a receber, pelas vias da academia, o ensinamento que estariam a esbanjar pela força de legislação produzida nos sombrios porões de tempos nefastos, seja através da Lei 972, fruto da atemorizante Junta Militar de 1969, quando não sob a mira da draconiana Lei 5.250, de 1967, editada sob a frágil inspiração do marechal Castello Branco. Conquista significativa de toda uma categoria, certamente que o ID_CURSO de Comunicação Social da UNIGRAN vem acrescentar novos adjetivos ao processo de formação profissional do jornalista, contribuindo para elevar a qualidade do que se faz nessa área, ao mesmo tempo em que, compromissado com a cidadania, a ética e a responsabilidade civil, tem a função primeira de formar os construtores de um novo mundo. *Jornalista provisionado, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados, aprovado para integrar a primeira turma do ID_CURSO de Comunicação Social da UNIGRAN.
» Acompanhe
UNIGRAN - Centro Universitário da Grande Dourados
Todos os Direitos Reservados. Rua Balbina de Matos, 2121 - Jd. Universitário
CEP 79.824-900 - Dourados/MS - Fone: (67) 3411-4141 / Fax: (67) 3411-4167