17/06/2019 07:03

Acadêmicos de Medicina Veterinária da UNIGRAN fazem visita técnica em piscicultura de Mundo Novo

Segundo dados do governo do estado, MS tem 3,2 mil hectares de lâminas de água

A piscicultura cresce a cada ano em Mato Grosso do Sul e já atinge quase 26 mil toneladas de produção. O estado está entre os 10 maiores produtores de peixes do país e se tornou o maior exportador de tilápia do Brasil. Proporcionar aos estudantes a vivência profissional é um dos compromissos da UNIGRAN. Desta forma, os acadêmicos do curso de Medicina Veterinária foram à Piscicultura Bork, na Fazenda Vale dos Peixes e também ao Frigorífico de Peixes, em Mundo Novo – MS, para um contato mais próximo com a área da piscicultura.

Na atividade, os acadêmicos conheceram um sistema intensivo de criação de peixes, tanto de espécies nativas quanto exóticas, como a tilápia e o catfish. Aprenderam a calcular a biomassa dos viveiros para estipular a quantidade de ração que será ministrada em cada arraçoamento. Os estudantes ainda tiveram a oportunidade de visitar o frigorífico da Cooperativa de Piscicultores de Mundo Novo – Coopisc – e viram como ocorre o processo, desde a insensibilização e sangria até o processamento final do produto.

A visita técnica foi organizada pela professora Gisele Aparecida Felix que é doutora em Ciência Animal e ministra a disciplina de Piscicultura no curso, para abordar a importância que a piscicultura vem ganhando no estado de Mato Grosso do Sul.

Para a professora, o principal momento da visita foi a oportunidade de aprender sobre a técnica de hipofisação, que é a retirada da hipófise dos peixes para ser utilizada na reprodução em cativeiro. “A retirada da hipófise acontece para ser utilizada como hormônio natural para induzir os animais a reproduzirem em cativeiro. A maioria das espécies só reproduz de forma artificial, pois para as espécies nativas, muitas vezes, o ambiente é lêntico e elas são espécies que reproduzem na piracema, quando os peixes precisam migrar rio acima ou abaixo à procura de áreas de alimentação e/ou refúgio”, menciona.

Gisele Felix destaca ainda a importância do contato dos estudantes com um possível mercado de trabalho. “Muitos alunos não dão importância às espécies de produção, ficando mais focados em clínicas de pequenos e reprodução, e não conseguem visualizar as oportunidades que podem ter nessas áreas como a piscicultura, que tem poucos profissionais capacitados, principalmente veterinários, e vem despontando não só no MS, mas em todo Brasil”, enfatiza.

O piscicultor Alcindo José Andrejeski Bork recepcionou os estudantes e deu uma verdadeira aula do cultivo de peixes. Em suas propriedades visitadas pelos acadêmicos há uma área de 26 hectares de tanques, nos quais foram feitos manejo e alimentação e a outra, de 15 hectares, em que foram visitados laboratório, reprodução e coleta de hipófise. São 60 açudes no total. Conforme Bork, a produção é de 1 kg/m de pacu,  3 kg/m de tilápia e 1 kg/m de catfish, em média, a produção total da área são 400 toneladas de tilápia e 250 de pacu e catifish.

Na Coopisc, há 26 cooperados, 30 funcionários diretos e cerca de 40 indiretosO piscicultor considera que a cooperativa é “a garantia que o produtor tem de escoar a sua produção no tempo certo, valorização do produto e o industrializa. O recebimento hoje gira em torno de cinco toneladas/dia, produzindo cerca de 1500 kg de filé/dia”.

“Fico feliz em receber os estudantes e mostrar um pouco do nosso trabalho. É uma importante troca de conhecimento e serve para despertar o interesse pela atividade e pesquisa no desenvolvimento de novas tecnologias”, ressalta Alcindo Bork.

A aula prática realmente despertou o interesse para atuação dos futuros médicos veterinários na área. Juliana Escavone Bonacina, acadêmica do 5° semestre, afirma que está pensando seriamente em seguir a área. “Entrei na Medicina Veterinária na certeza que iria trabalhar com Clínica de Pequenos, que é minha paixão, como meu marido já atua na área, vi uma grande oportunidade. Mas depois da visita eu me apaixonei pelo manejo, e vi que essa área também é carente de profissionais”, diz.

A estudante assegura que nunca teve interesse e nem contato com a área, mas a visita a fez enxergar novas possibilidades. “O proprietário muito atencioso, mostrou todo o processo, desde os tanques, o manejo, o frigorífico. Essa visita me fez enxergar a piscicultura com outros olhos, pois o peixe é um produto bastante consumido, mas pouco ‘visto’, já que a cultura é serem pescados em rios. Foi muito importante esse contato real, sem contar a assistência da professora Gisele, que sempre busca aulas práticas e com didática próximas à realidade, mostrando que existem muitas outras possibilidades na área da Medicina Veterinária”, finaliza Juliana Bonacina.

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